PTB indica Tavares para o comando da Segurança
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 1998
Leandro Donatti 
Arquivo folhaÀs ordensTavares: se convite for oficializado, aceitará com todo o prazerO PTB está articulando a indicação do deputado estadual José Tavares (PTB) para a Secretaria de Segurança, no lugar de Cândido Martins de Oliveira (PFL). O presidente estadual do partido e secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus, sugeriu o nome do deputado ao governador Jaime Lerner (PFL), que, até o final da semana, porá um ponto final na reforma de sua equipe, forçada pela desincompatibilização dos secretários-candidatos.
A indicação de Tavares faz parte de uma equação política do PTB, e mantida em sigilo pelo comando estadual. Justus não confirma, mas a Folha apurou que o remanejamento do deputado ajudaria a reduzir resistências políticas, podendo fortalecer a base de sustentação do governador na região Oeste, reduto eleitoral do ex-governador Mário Pereira (PMDB). Fiel-escudeiro do ex-governador, o primeiro suplente do PMDB, Paulo Gorski, ficaria com a cadeira de Tavares, eleito em 94 pela sigla para a Assembléia Legislativa.
Setores do PTB acreditam que esta fórmula vem em momento apropriado. Mário Pereira reassumirá o comando do PMDB no próximo dia 2. Ele fica até a convenção de maio na frente das costuras pretendidas pelo partido. Em 94, a postura adotada pelo ex-governador - de não se engajar na campanha de Álvaro Dias (PSDB) e de Roberto Requião (PMDB) - foi vista com bons olhos pelo grupo político de Lerner, que acabou se fortalecendo diante do pálido empenho do PMDB.
José Tavares já falava ontem como secretário de Segurança. Disse que, se o convite for feito oficialmente pelo governador, o aceitará com todo o prazer porque é da área e é político. Tavares também não fala das consequências partidárias que a indicação traz. Prefere classificar o seu nome para a pasta como lembrança natural. Já fui convidado pelos ex-governadores José Richa, Álvaro Dias e Roberto Requião para a função. Tenho experiência. O meu nome é ligado à ciência penal, declarou o deputado, por telefone, ontem em Curitiba.


