Curitiba O PDT e o PTB estão com todos os detalhes acertados para uma fusão nacional dos dois partidos programada para dezembro, logo depois do segundo turno das eleições. Apenas serão discutidas em novembro as questões pontuais de alguns estados, onde a fusão ocorrerá após os ajustes das estruturas e lideranças partidárias. As discussões em torno da inclusão do PPS ainda são incipientes.
Nacionalmente, o futuro Partido da Frente Trabalhista (PFT) contará com duas presidências. Uma política, ancorada pelo pedetista Leonel Brizola, e outra executiva, coordenada pelo presidente nacional do PTB, José Carlos Martinez. ''A idéia da co-presidência é a que melhor une nossas legendas. A articulação política terá que ser mesmo de Brizola, que é a grande legenda da história política brasileira. Eu sou mais executivo'', disse Martinez.
Com a fusão, o PTB e o PDT voltam a ser um só partido. As duas siglas foram separadas depois do golpe militar, em 1964. O PTB ficou sob a liderança de Ivete Vargas e o PDT de Leonel Brizola. A idéia é retornar às origens e fortalecer o partido nacionalmente. O presidente de honra do novo partido continuará sendo o ex-presidente Getúlio Vargas.
Entre as vantagens da união citadas por Martinez está o fortalecimento da bancada do PFT. Hoje, as duas siglas juntas contam com 55 deputados federais e sete senadores. O número para o ano que vem, segundo previsões internas, poderá chegar a 80 deputados federais e dez senadores. Eles acreditam ainda que farão governadores no Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amapá e Amazonas.
No Paraná, Martinez disse não acreditar em dificuldades para a fusão. Segundo ele, as divergências pontuais entre Osmar Dias (PDT) e Emerson Palmieri (PTB), por exemplo terão que ser sanadas. Palmieri tentou impor-se como candidato a segundo suplente na chapa de Osmar ao Senado. Acusado de envolvimento no caixa 2 do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), Palmieri perdeu a vaga e foi acomodado na chapa de Tony Garcia (PPB) outro candidato do grupo.

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