O líder do PTB na Câmara, Paulo Heslander (MG), disse ontem que o partido deverá votar favoravelmente as reformas constitucionais, independente do fato de não estar representado na equipe ministerial, já que o ministo Paulo Paiva, do Planejamento, foi escolha pessoal do presidente Fernando Henrique Cardoso. Com esta declaração, Heslander mudou o discurso dos últimos dias. O líder vinha afirmando que o PTB assumiria uma posição de indepêndencia e que os deputados que votassem contra a determinação da executiva do partido poderiam até ser expulsos. Essa mudança de opinião ocorreu depois que Heslander conversou longamente, ontem à noite, com o líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (foto), e depois com o presidente da Câmara, Michel Temer.
Paulo Heslander disse que chegou a pedir desculpas a Temer por tê-lo considerado culpado da alteração da ordem de julgamento dos deputados que estão sendo processados por falta de decoro parlamentar. O deputado disse que na semana passada ficara acertado que o julgamento de Pedrinho Abrão (PTB-GO), seria depois de Sérgio Naya (sem partido-MG) e que foi surpreendido quando a Secretaria da Mesa o informou da inversão da ordem. Abrão seria julgado ontem. Mas em razão da morte do senador Humberto Lucena a sessão de julgamento foi adiada para depois da sessão que julgará Naya. Até o início da noite de oantentem Heslander dizia que considerava a alteração da ordem dos julgamentos uma manobra para absolver Naya. Ontem ele mantinha a suspeita, mas garantia que a manobra não está sendo conduzida pelo presidente da Câmara.
Apesar da mudança de discurso, o líder do PTB disse que não participaria da reunião entre os líderes governistas e o presidente Fernando Henrique Cardoso. Heslander defende que o partido deve votar favoravelmente às reformas constitucionais, mas ressaltou que essa é uma opinião pessoal.

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