Luciana Pombo
O presidente nacional do PTB, deputado federal José Carlos Martinez, reuniu anteontem à noite as principais lideranças do partido com domicílio eleitoral em Curitiba. No jantar, foi discutida a postura da sigla nas eleições do ano que vem. Ficou definido, entre outras coisas, que o PTB terá candidatos próprios em todos os municípios paranaenses, inclusive em Curitiba, onde o PFL conta com o apoio petebista para reeleger o prefeito Cassio Taniguchi (PFL).
‘‘Não faremos coligações com partidos grandes, até porque não achamos elegante nos coligarmos apenas nas majoritárias’’, discursou Martinez, numa referência à reforma política, que deve proibir já em 2000 a coligação de partidos nas proporcionais, no caso, para eleição de vereadores. Martinez garantiu que o PTB está preparado para escolher nomes entre os integrantes do partido para compor uma chapa de candidato a prefeito e vice-prefeito de Curitiba.
Entre os principais nomes para a prefeitura estão os dos deputados Carlos Simões, Beto Richa, Ricardo Chab e Algaci Tulio. Todos compareceram no jantar. Chab e Beto Richa, por exemplo, já trocavam farpas ontem à tarde. ‘‘É um bom nome, mas só sobrenome não ganha eleição’’, provocou Chab. ‘‘Tenho orgulho do sobrenome Richa. Ando pelo Paraná de cabeça erguida. O meu pai (ex-governador José Richa) deixou uma marca séria’’, devolveu Beto Richa.
‘‘Um deles (dos quatro pré-candidatos) será candidato a prefeito e outro a vice’’, tentou pacificar Martinez. O partido deverá definir os nomes nos próximos sete meses, tendo como base para a escolha o desempenho político e eleitoral dos deputados. Se levar em conta a performance dos petebistas reeleitos como deputados em 98, Chab foi o que mais computou votos na capital, cerca de 28 mil. ‘‘Poderemos fazer uma pesquisa para definir sem que haja atropelos’’, esclareceu Martinez. Brigas à parte, os pré-candidatos já começaram campanhas particulares para tentar emplacar o nome nas eleições de Curitiba.
O ‘‘Projeto Paraná 2000’’, iniciativa do PFL de lançar candidaturas próprias e que acabou antecipando a quebra da aliança que reelegeu Lerner em 98, foi preponderante na decisão do PTB, de buscar nomes em seus quadros. Túlio foi um dos primeiros a criticar o PFL. ‘‘Ninguém quis conversar com a gente, agora o partido está organizado e forte’’, afirmou ele. (Colaborou Leandro Donatti)

mockup