O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) deve tomar hoje, em reunião do diretório municipal, o posicionamento dos dois vereadores da próxima legislatura que poderá ser decisivo na definição do futuro prefeito interino de Londrina. O PTB vem sendo disputado pelas duas chapas que pleiteam o cargo: o grupo dos 12, que ainda mantém a maioria dos 19 vereadores e tem Sandra Graça (PP) na cabeça de chapa; e o bloco que congrega PT, PSDB e o vereador Jairo Tamura (PSB) somando sete votos.
O vereador eleito Rony dos Santos Alves (PTB) avalia que a tendência do partido é permanecer no grupo dos 12. Na sexta-feira, o vereador eleito Padre Roque (PTB) e o deputado federal Alex Canziani (PTB) reconheceram a possibilidade de mudar de lado se for consumada a oferta, pela coligação PT/PSDB/PSB, de repassar a Presidência para o PTB.
''Eu acho que o partido não vai deliberar para que a gente saia. A minha opinião é que devemos continuar'', avaliou Rony. ''Estivemos coesos até agora e a transparência nas discussões foi muito grande. Em que pese a Sandra pertencer ao mesmo partido de (Antonio) Belinati, não houve participação da cúpula do PP.''
O presidente do diretório municipal do PT, Sidnei Santos da Silva, afirmou que o partido está aguardando o PTB sair do grupo dos 12 para oficializar a proposta de oferecer a cabeça de chapa a Rony ou Padre Roque. ''Se vierem com a gente, com certeza apoiaríamos que eles estivessem na cabeça de chapa.''
O presidente do diretório municipal do PMDB, Luiz Eduardo Cheida, disse que o voto do vereador eleito Tito Valle ainda não foi definido. Valle integra o grupo dos 12, mas teve sua opção suspensa pelo diretório. Cheida garante que o vereador vai seguir a orientação partidária.
''Até o dia 31 a coisa vai clarear'', afirmou. De acordo com ele, Valle pode permanecer no grupo majoritário se a cabeça de chapa não for ocupada pelo PP ou PDT - o que acarretaria a troca de Sandra por outro nome. ''O nosso problema é a prefeitura interina. Não aceitaríamos uma chapa comandada por estes partidos, mas não nos opomos a que participem da coligação'', disse. A decisão se fundamenta no apoio do PMDB a Luiz Carlos Hauly (PSDB) num eventual novo segundo turno. Sandra Graça disse à FOLHA no final da semana passada que, se for decisão do grupo dos 12, pode abrir mão da Presidência em favor de um nome de consenso.
Toalha
O vereador reeleito Roberto Kanashiro (PSDB), que foi o primeiro a se lançar candidato, jogou ontem ''a toalha'' e se retirou da disputa. Ele não conseguiu encorpar sua candidatura e atribuiu o insucesso aos vereadores novatos. A decisão do tucano abre as portas para a coligação PSDB/PT/PSB oferecer a cabeça de chapa ao PTB.
''Agora, os entendimentos estão sendo feitos pelo partido, a coisa extrapolou a questão pessoal'', afirmou. Sem esconder a frustração, Kanashiro disse que os novos parlamentares cometeram um ''equívoco''. ''Na verdade, eles arrumaram obstáculos para afastar meu nome. Eu não entendi a razão dessa rejeição.''

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