O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em Cambé (13 km a oeste de Londrina) entrou com pedido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de decretação de perda de mandato por infidelidade partidária contra a vereadora Alzira Guedes de Oliveira, conhecida como ''Alzira da Farmácia''. Ela foi expulsa da sigla em agosto passado em função de posicionamentos divergentes aos preconizados pelo diretório, em 1º de janeiro, quando da eleição para a Presidência da Câmara.
De acordo com o advogado do PTB, Paulo Mecchi, autor do pedido ao Tribunal - que já o aceitou -, a suposta infidelidade teria ocorrido porque no momento em que a vereadora votou em seu próprio nome, à Presidência, e não no do também petebista Paulo Tardiolle.
''Ficou acertado pelo partido que o mais certo para sair candidato era o outro vereador (Tardiolle), pois aglutinaria mais votos - então ele foi indicado. Na hora da eleição, ela simplesmente não votou: escolheu a si própria e anulou a possibilidade de o grupo dela se eleger, o que acabou favorecendo a oposição', disse Mecchi. O eleito para a Presidência foi Junior Feliz, do PSDB - mesmo partido do prefeito João Pavinato. ''E como a vaga pertence ao partido, e não ao agente político, e ela foi expulsa da legenda, a vaga foi pedida'', complementou.
A vereadora afirmou que, ''se precisar'', vai ''recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)'' para manter a vaga. ''Não concordo com a atitude do partido. Eu estava pleiteando a vaga de presidente, pedi voto para todo mundo - qual o problema nisso? E nunca houve consenso em torno de um nome; eu, mesma, nunca assinei nada falando que votaria nesse ou naquele candidato'', defendeu-se, para completar: ''Tudo isso não passa de perseguição política. Fui eleita praticamente sozinha, sem apoios, estou no primeiro mandato, agora não querem deixar eu crescer''.

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