Curitiba - O senador Alvaro Dias, o nome do PDT ao governo do Paraná, está apostando tudo no apoio do PTB para garantir sustentação política para sua candidatura. Sem tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, o senador costura um acordo que pode causar mal-estar no Estado, uma vez que o PTB é partido da base de sustentação do governador Jaime Lerner (PFL), adversário de Alvaro.
Na quarta-feira à noite, em Brasília, Alvaro esteve reunido com o presidente estadual do PTB, deputado Valdir Rossoni. Oficialmente, a iniciativa de marcar o encontro foi de Rossoni, que comanda a resistência dentro do PTB. O deputado já prometeu apoio a Lerner até o último dia de seu mandato como governador, em 31 de dezembro deste ano.
Alvaro se agarra nas articulações nacionais e na verticalização das alianças, baixada pelo Tribunal Superior Eleitoral, para acreditar na formalização de aliança semelhante no Estado. PDT, PTB, PPS e PTN, por força de um acordo informal feito em Brasília, são parceiros de campanha, pelo menos por ora.
‘‘Não nos cabe agora tratar de questões passadas. O apoio a Lerner é um fato anterior, a eleição é daqui para frente’’, tem argumentado. Alvaro nega o oferecimento da vaga de vice como moeda de troca pelo tempo na tevê, para acalmar os ânimos dos petebistas governistas. O senador disse que não se discutiu sobre o seu vice durante o encontro com o Rossoni.
Até o momento, dois petebistas já se escalaram à vaga. O deputado e radialista Carlos Simões e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho. Rossoni disse que o vice deve ser escolhido pelo candidato ao governo. E completou que os interessados na vice precisam disputar a convenção antes de serem considerados candidatos.
A possibilidade da coalizão preocupa a bancada do PDT na Assembléia. Isso porque os deputados do PTB são bastante votados. Os pedetistas temem perder votos e não se reeleger com a aliança. O senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato à reeleição em outubro e irmão de Alvaro, tem defendido mais participação dos diretórios municipais pedetistas na campanha proporcional, numa tentativa de melhorar a votação da bancada.

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