PT vota em Aníbal para presidir AL
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quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Leandro Donatti 
Aníbal Khury (PFL) foi reeleito ontem presidente da Assembléia Legislativa, por unamidade dos votos. O deputado registrou 54 votos, inclusive os quatro da bancada do PT, que pela primeira vez desde a criação do partido, em 1979, apoiou abertamente a candidatura de um pefelista na disputa pela mesa executiva. Essa é a terceira vez consecutiva que Khury fica com a presidência. Iniciando seu nono mandato e há 32 anos no Poder Legislativo, o deputado já foi cinco vezes presidente.
Emocionado, ele chorou e preferiu não fazer o seu discurso. Pediu para que Luiz Carlos Alborghetti (PFL) lesse as três laudas de sua fala, preparadas pela assessoria. O presidente da Assembléia afirmou que o Legislativo não será jamais um poder meramente ratificador. Deus me poupou do sentimento do medo, parafraseou o deputado, numa referência ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, de improviso depois de Alborghetti ler o discurso. Não tenho medo de ninguém. Respeito esse poder como se fosse a minha casa.
Khury agradeceu uma homenagem feita pelo PMDB à sua mulher, Niva Khury, e os votos da bancada do PT. Elogiou o partido e disse que a sigla merece o respeito do povo brasileiro, por ter uma ideologia forte. O deputado fez uma homenagem ainda à Serafina Carrilho (PSDB), a única deputada dessa legislatura. E também à oposição. Sou da base de apoio do governo, mas não tem governo que me leve a desrespeitar a oposição, declarou.
Confirmada a reeleição de Khury, a Assembléia definiu ontem mesmo o restante da mesa executiva. Hermas Brandão (PTB) foi eleito secretário geral com 48 votos dos 54 presentes. Beto Richa (PTB) desistiu de concorrer e tem a promessa de que na próxima legislatura, a daqui dois anos, terá espaço. A indicação do Palácio Iguaçu para a vice-presidência, o deputado Nelson Justus (PTB), foi confirmada. Justus obteve 49 votos. Caíto Quintana, do PMDB, ficou com a segunda vice-presidência e Nelson Garcia, do PFL, com a terceira vice. Os dois resgistraram 49 votos.
O PPB garantiu a segunda secretaria. Augustinho Zucchy foi o indicado, com 48 votos. A terceira secretaria está nas mãos de Renato Gaúcho Loss, do PSDB; a quarta, nas de Ângelo Vanhoni (PT); e quinta e última, sob o controle de Luiz Carlos Zuk (PDT). A indicação de Zuk gerou mal-estar no PDT. O recém empossado deputado estadual Moysés Leônidas, da região de Londrina, disse ter sido excluído do processo. Se as coisas continuarem assim, vou deixar o partido, sinalizou Leônidas. (L.D)


