Brasília - O presidente do PT, deputado José Dirceu (SP), afirmou ontem que há indícios de tráfico de influência em ajuda do Banco do Brasil a empresas de Gregório Marin Preciado, em 1995, quando o economista Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor do banco.
‘‘É um indício de que pode ter havido tráfico de influência. Senão seria muita coincidência. Isso reforça a necessidade de o Ministério Público e o Congresso investigarem’’, disse Dirceu.
Segundo o petista, existe uma ‘‘indústria’’ de renegociação de dívida com bancos estatais por meio de interferência política: o banco abate a dívida, dá dinheiro novo às empresas que depois vão à Justiça para não pagar o que devem. ‘‘Temos de banir essa prática da administração pública do País’’, pregou Dirceu.
Para o líder do PT na Câmara, João Paulo Cunha (SP), as ações de Ricardo Sérgio ‘‘dão a impressão de que beneficiam as campanhas de Serra’’.
Os partidos de oposição, exceto o PPS, estão recolhendo assinaturas para a instalação de uma CPI mista - com deputados e senadores - para investigar a atuação de Ricardo Sérgio, ex-arrecadador de fundos de campanha de Serra, na diretoria de assuntos internacionais do Banco do Brasil e no comando dos fundos de pensão durante a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997.
‘‘Fizemos o que era de nossa responsabilidade, obrigação e dever. A instalação da CPI depende do PSDB. A responsabilidade é dos grandes partidos que não assinaram o pedido de CPI’’, disse Dirceu.
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que o ministro Pedro Malan (Fazenda), a qual o Banco do Brasil é subordinado, dever ser convocado para depor na Câmara.

mockup