A direção estadual do PT vai intervir no diretório municipal de Londrina. Uma comissão provisória integrada pelo deputado federal padre Roque Zimmermann, Márcio Pessati e Daniel Godoy vai promover a intervenção até a definição de uma nova diretoria. Ela começa as suas atividades ainda nesta semana. Os nomes foram escolhidos na reunião do último sábado quando foi divulgado o parecer final da comissão de ética do partido.
A dissolução da executiva local é consequência da briga travada pelo ex-prefeito de Londrina, Luiz Eduardo Cheida e o deputado federal Paulo Bernardo, desde as eleições municipais do ano passado. Cheida não apoiou Bernardo na disputa pela prefeitura de Londrina.
A reunião de sábado deliberou ainda que um integrante da direção nacional deverá acompanhar as atividades da comissão interventora. O nome ainda não foi definido, mas deve ser divulgado pelo presidente estadual do PT, Jorge Samek, nos próximos dias.
Com a intervenção, o encontro municipal do PT em Londrina, marcado para o próximo dia 6 de junho, deve ser adiado. Na oportunidade, o PT de Londrina escolheria a nova direção local, que atualmente está nas mãos de Celso Costa.
Samek ainda não definiu quando deverá ser feita a advertência pública, provavelmente através de nota oficial, a Cheida e Bernardo. Os dois foram acusados, pela comissão de ética do PT, de terem provocado uma crise interna no partido com a briga pessoal.
DestituídoAo contrário do que a Folha divulgou na edição de ontem, Bernardo foi destituído por faltas não do diretório municipal de Londrina - aonde ainda mantém o controle político - mas do estadual. A substituição dele, e dos demais faltosos, já foi promovida pela executiva estadual e anunciada oficialmente no sábado.
A comissão de ética não conseguiu obrigar o ex-prefeito Cheida a pagar em sete dias a sua dívida de R$ 28.111,32 com o partido, como se pretendia. Os delegados do diretório estadual derrubaram o prazo limite e decidiram deixar a discussão para mais tarde. Os delegados também não acataram o pedido de suspensão temporária a Cheida, defendido por dois integrantes da comissão.
AdiamentoO processo disciplinar encaminhado pela direção do PT de Ponta Grossa, que pretende a expulsão dos integrantes do ‘‘movimento não-radical do PT’’ por ter apoiado o prefeito Jocelito Canto (PSDB), não foi analisado pelos delegados no sábado.

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