PT usa Copel para provar que corrupção é anterior a Lula
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quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Partido dos Trabalhadores (PT) está decidido a comprovar que os casos de corrupção que envolvem o relacionamento entre empresas públicas e privadas é anterior ao governo Lula. O PT pretende exibir o caso dos contratos feitos pela Copel com empresas privadas, em 2002, que sinalizam que muitas das empresas apontadas como favorecidas por empresas públicas na CPMI dos Correios, estão envolvidas com negócios com o governo antes de 2003 quando iniciou a gestão do PT, disse ontem o deputado Tadeu Veneri (PT-PR).
O deputado se prontificou a entregar à senadora Ideli Salvati (PT-SC) todos os documentos das investigações feitas pela CPI da Copel e dos Precatórios, que também envolvem a estatal paranaense. Os pedidos da senadora foram baseados no depoimento do doleiro Alberto Youssef à sub-relatoria de Fontes Financeiras da CPMI dos Correios, no dia 17.
Há a suspeita de que a Copel pagou, segundo apurou a comissão, R$ 16,8 milhões para a Associação dos Diplomados das Faculdades de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (Adifea) realizar o levantamento de créditos tributários e encontrar uma solução para a compensação de créditos de natureza diferenciada. O contrato foi feito sem licitação. Deste total, R$ 10,7 foram repassados ao proprietário da Empresa Brasileira de Consultoria (Embracon), que distribuiu o montante para 36 pessoas físicas e jurídicas.
Essas empresas também teriam recebido R$ 39,6 milhões, após a operação de créditos de ICMS da Olvepar, em 2002 quando a empresa já estava falida. A operação foi autorizada pelo então presidente da Copel e secretário da Fazenda, Ingo Hubert. Segundo o deputado, a senadora Ideli Salvati entrou com pedido pedindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal de seis pessoas envolvidas com as denúncias de desvio de verbas ocorridos na Copel em 2002.


