São Paulo - Às vésperas da entrada do PMDB no ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT aposta no novo parceiro como aliado estratégico para as próximas eleições e espera firmar coligações em pelo menos 1.500 municípios. A parceria eleitoral deverá consolidar a adesão da base peemedebista ao governo, mas os petistas, já de olho em 2006, esperam muito mais. ''A aliança com o PMDB deve transcender a base governamental'', diz o secretário de Organização e Comunicação do PT, Sílvio Pereira.
''O núcleo de poder no Brasil não foi finalizado'', justifica ele. ''E queremos trazer o PMDB para consolidar e fortalecer o grupo de forças de esquerda e centro.''
Aos olhos do PT, o ''primeiro turno'' das eleições presidenciais em 2006 será disputado em 2004. Daí o esforço para atrair o PMDB e demais siglas aliadas. A aliança com os peemedebistas sempre foi defendida pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, o principal articulador político do governo.
O casamento eleitoral dos dois partidos, deixa claro o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), vai depender do ajuste da legenda no Ministério. ''A inserção do partido no governo que depende do presidente, nós não pedimos nada pode ajudar na formatação das alianças'', afirma. ''Mas quando o presidente falou no convite, há alguns meses, deixou claro que não haveria obrigação em relação a 2004.'' A prioridade do PMDB, diz ele, é lançar candidato próprio na maioria das cidades.

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