O presidente do PT no Paraná, ex-deputado Pedro Tonelli, anuncia amanhã, durante encontro estadual em Guarapuava, seu desligamento do comando do partido. Tonelli deixa a presidência em meio à crise política gerada pela implosão da pré-candidatura ao governo do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida. Tonelli alega a necessidade de dedicar-se à sua campanha para Câmara Federal em outubro.
O vice-presidente do PT, vereador Jorge Samek, não assume. Diz estar impedido de ocupar o cargo porque tem agendado para abril próximo o início de uma especialização, de 45 dias, sobre planejamento urbano, em Paris. O secretário geral, jornalista Roberto Salomão, é o nome mais cotado para ficar no cargo. Tonelli o indicará como sucessor. A confirmação depende do aval da maioria dos 42 integrantes do diretório.
A licença de Tonelli vai desta segunda-feira até o desfecho da eleição de outubro. O ex-deputado alega que, como pré-candidato à Câmara, não pode permanecer na função, que é remunerada. ‘‘Não é ético para com os demais candidatos’’, avalia. Tonelli admite que, se for eleito, pode transformar a licença temporária em afastamento definitivo, como fez em 86, quando entregou o comando do PT para o vice Valdo Cavaleti.
Tonelli desvincula sua licença da crise vivida pelo PT. Ele fez balanço ontem da situação da sigla. ‘‘A coisa ruim é que ao invés de ampliarmos nossa força no campo externo, vamos mais uma vez ficar numa disputa no campo interno’’, avalia. ‘‘Disputando um poder que não existe’’, emenda. (L.D.)

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