A equipe de transição do prefeito eleito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT), está ‘‘desesperada’’ para garantir R$ 1 milhão de recursos federais disponíveis na Caixa Econômica Federal para a construção de 120 casas populares. O dinheiro pode voltar para Brasília ou ir para outro município caso o prefeito em exercício João ‘‘Jonh’’ Alves Côrrea (PMDB) não assine o convênio. Segundo a equipe, o prefeito não está disposto a assinar porque ‘‘não quer mais se comprometer até o final desta administração’’.
Jonh assumiu a prefeitura depois que o prefeito Jairo Gianoto (PSDB) pediu licença do cargo por causa das denúncias de improbidade administrativa em ação proposta pelo Ministério Público.
Reverter a ‘‘indisposição’’ do prefeito em exercício acabou se transformando ontem na principal batalha da equipe de transição do PT. O dinheiro foi conquistado pelo senador Osmar Dias (PSDB), que era um dos principais aliados da campanha de reeleição de Gianoto. Conforme a equipe do PT, a assinatura do convênio tem que acontecer até o final deste mês. ‘‘A administração do José Cláudio não quer perder a oportunidade de ter este dinheiro e construir as casas, pois as 120 unidades representam três vezes mais do que foi construído nos últimos quatro anos’’, explica o coordenador da equipe petista, Silvio Luiz Januário.
Jonh não quis atender a Folha e nem comentar o assunto. Correr atrás da assinatura do prefeito em exercício representa apenas um dos golpes do furacão em que se encontra a equipe de transição do PT. Os assessores de José Cláudio estão diante de uma série de ‘‘prioridades’’ que precisam ser resolvidas de imediato. A apresentação de propostas orçamentárias da União e do Estado termina amanhã e até agora a equipe conversou apenas com o deputado federal Odílio Balbinotti (PSDB).

mockup