PT tenta contornar crise com Garotinho
Eliane Azevedo
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O secretário estadual do Trabalho do Rio de Janeiro, Gilberto Palmares um dos líderes da Articulação vai propor ao presidente regional do PT, deputado federal Carlos Santana, uma reunião, amanhã, das lideranças de todas as tendências, para tentar um acordo sobre a entrega dos cargos no governo estadual. Como o diretório regional não se reuniu e, portanto, a questão não foi votada, a proposta do secretário é negociar uma definição antes da reunião de Santana com o governador Anthony Garotinho (PDT), marcada para a próxima sexta-feira.
O impasse está na interpretação da expressão entrega dos cargos, que consta da resolução tirada no encontro estadual. Para a corrente liderada por Santana, a Opção Popular, e o Refazendo, que reúne as tendências à esquerda, não há dúvidas: a entrega é unilateral e significa sair do posto. A Articulação, porém, fez uma saída simbólica do governo, pondo os cargos à disposição, mantidos por determinação de Garotinho.
Como nenhuma corrente tem maioria folgada, ou definimos por acordo, ou a gente se inviabiliza, afirmou Palmares. A estratégia da Articulação foi a de impedir que o diretório, no qual é minoritária, votasse a proposta da Opção Popular e do Refazendo, que determinava a entrega dos cargos até hoje, às 20 horas.
Os integrantes da Articulação apresentaram um recurso ao diretório nacional para garantir o direito a voto de três representantes dos setores sindical, de mulheres e de deficientes físicos que, para as demais correntes, não poderiam votar. Com isso, a reunião do diretório, anteontem, sequer pôde ser aberta.
Pela proposta de Palmares, a reunião de lideranças seria, na verdade, um encontro informal da executiva estadual, que não chegou a ser empossada e na qual a Articulação tem maioria. Segundo ele, seria ainda uma oportunidade de conversar sobre a reunião da frente regional das esquerdas, que também está marcada para hoje.





