PT só vai advertir Cheida e Bernardo
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sábado, 26 de abril de 1997
Leandro Donatti Sucursal de Curitiba 
Arquivo FolhaBernardo: destituído do diretórioA direção estadual do PT confirmou que vai advertir publicamente o ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida e o deputado federal Paulo Bernardo por terem provocado uma crise política no partido durante as eleições municipais do ano passado. A decisão foi tomada ontem, depois que a comissão de ética do PT divulgou o relatório final sobre o conflito. Com base na pauta preliminar da comissão, os petistas estudavam ainda a possibilidade de intervenção da executiva estadual no diretório de Londrina.
A crise surgiu depois que o deputado Paulo Bernardo ganhou a prévia no ano passado, para a escolha do candidato do partido à Prefeitura de Londrina. Ele venceu o também deputado Nedson Micheletti, que era apoiado por Cheida. O resultado provocou um racha e Cheida se recusou a apoiar Bernardo na campanha.
Somente Cheida compareceu ao encontro promovido pela comissão de ética. Bernardo acompanhou a reunião por telefone. Foi assim que tomou conhecimento, também, da sua destituição do diretório municipal de Londrina. Bernardo faltou a sete das oito reuniões convocadas pela direção local. Além de Bernardo, o PT de Londrina destituiu, pelo mesmo motivo, Josiane Schulz, Inês Medeiros, Edgar Isenhargen e Valdeci Pesta.
Arquivo FolhaCheida: na lista de devedores
No relatório que entregou à executiva, a comissão de ética do PT recomendou ainda que os petistas de Londrina em atraso com suas contribuições partidárias terão de efetuar o pagamento de pelo menos 50% do débito em sete dias, a contar da aprovação do relatório (ontem).
Cheida encabeça a lista dos inadimplentes. De acordo com o voto em separado de dois dos cinco integrantes da comissão - Magda Flores e Euclides Mance - o ex-prefeito acumulou uma dívida de R$ 28.111,32 (valores de 23 de abril de 96), por não ter descontado de seus rendimentos a contribuição partidária.
O ex-prefeito contesta os valores apresentados pela comissão e disse que não se sentiu perseguido em nenhum momento. Para ele, a comissão cometeu um deslize ao não mencionar no relatório a troca de comando da executiva municipal de Londrina, em setembro de 95. O então secretário, Celso Costa, assumiu a presidência irregularmente, no lugar da vice, Zelma Torres, e este foi o pecado original, disse Cheida.


