São Paulo O PT preparou uma superestrutura para evitar ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dar munição aos candidatos do partido durante as eleições do ano que vem. O projeto petista prevê a instalação de uma rede de 5 mil computadores por todo o País, além da criação de 450 entrepostos de informação, localizados em cidades-chave.
O custo total para a informatização da campanha - considerada estratégica pela cúpula da legenda para manter os diretórios municipais municiados de informação contra ações de oposição federal - deve ''ultrapassar bastante'' os R$ 5 milhões do orçamento previsto pelo partido para sua informatização, segundo o secretário de Finanças do PT, Delúbio Soares.
Se alguém criticar o governo federal em qualquer município, os candidatos a prefeito e vereador petistas terão, on-line, a argumentação para tentar rebater a informação, recorrendo aos entrepostos e à central do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido, com base em São Paulo.
O Fome Zero, principal bandeira social do governo Lula e também um dos projetos que recebem mais críticas da oposição, ganhará o ''Protótipo Fome Zero'', uma página na Internet que só poderá ser acessada por dirigentes que tenham senha. Nela, os petistas encontrarão dados sobre as cidades atendidas pelo programa, além de metas e estatísticas do governo Lula.
''Nada ficará sem resposta na campanha do ano que vem'', afirma o secretário nacional de Organização e de Comunicação do PT, Sílvio Pereira. ''Com a informatização, acompanharemos o pulso da campanha, num processo de monitoramento nacional inédito.''A rede de informações tem o objetivo não só de fornecer dados contra ataques ao presidente Lula, mas também de dar munição ''com fundamento'' aos candidatos do partido que são oposição em suas cidades. ''Quando o PT não era governo federal, podíamos criticar, mas agora haverá uma comparação natural com o governo Lula, então as críticas tem de estar bem embasadas'', diz Edivaldo Assis, coordenador do GTE.

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