PT quer levar escândalo paranaense para a CPI
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terça-feira, 27 de abril de 1999
Leandro Donatti 
O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) quer levar as operações irregulares detectadas na Banestado Leasing, durante a gestão do ex-secretário Osvaldo Magalhães dos Santos, morto num acidente de carro no ano passado, para a CPI dos Bancos em Brasília. Hoje, Vanhoni conversa com o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Luiz Fernando Delazari.
O promotor é responsável pelas investigações de um rombo de cerca de R$ 150 milhões, gerado em 96, com operações financeiras até hoje não resgatadas. Vanhoni quer uma cópia de todos os procedimentos investigatórios feitos pela Promotoria. O Banestado é quem vai arcar com esse prejuízo. Acho que a CPI deveria investigar isso também, ponderou.
Para Vanhoni, o Senado tem o dever de investigar todo e qualquer socorro financeiro dado pelo governo federal seja para banco privado ou público. A Folha contactou com o Banestado. O presidente do banco, ex-ministro Reinhold Stephanes, disse através de sua assessoria que não vê problemas na iniciativa do deputado do PT.
Para ele, uma possível inclusão da Leasing na CPI não interfere nem mesmo no processo de privatização do Banestado, que até o final do ano será entregue à iniciativa privada. Ao comprador só interessa os ativos recebíveis, ponderou. O promotor Luiz Fernando Delazari disse que não foi procurado ainda por Vanhoni nem recebeu ofício requisitando a papelada.
O que envolver sigilo bancário não poderei fornecer, alertou. O restante das investigações é de domínio público. Não vejo problema nenhum, assinalou ele.


