PT quer ficar com vaga de Vargas
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terça-feira, 27 de maio de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba - A ação do PT pedindo a cassação do mandato do deputado federal André Vargas por infidelidade partidária já começa a gerar discussão sobre quem assumiria a vaga aberta na Câmara. O suplente da coligação é Marcelo Almeida (PMDB), mas o PT tem pronta a tese jurídica de que o mandato de um parlamentar cassado pertence ao partido e não mais à coligação, e reivindicará a cadeira para Roni Barbosa, o primeiro suplente do partido.
"Esse debate já é resolvido, o suplente da coligação assume em casos de afastamento provisório, como quando o parlamentar se licencia do cargo para assumir um ministério, por exemplo. Mas quando há cassação, por infidelidade partidária, a jurisprudência já é clara que o mandato é do partido", disse o presidente estadual do PT, Ênio Verri.
Garantir para o PT essa vaga seria, inclusive, um dos motivos que teria levado o partido a entrar com a ação antes de o deputado ser julgado pelo Conselho de Ética da Casa, por sua ligação com o doleiro Alberto Youssef.
A interpretação seria que, se cassado pela Comissão de Ética, Vargas deveria ser substituído pelo suplente da coligação, Marcelo Almeida. Mas, a partir do momento que o partido reivindica o mandato na Justiça Eleitoral, caso o tribunal julgue a ação procedente, a cadeira fica com o PT, no caso, com Roni Barbosa.
"Não sei, é uma vaga no Congresso Nacional, e a decisão de reivindicá-la partiu do diretório nacional, nós não temos relação com isso", disse Verri, que, no entanto, negou que a ação fosse uma manobra para evitar que Vargas fique inelegível por oito anos, o que acontece se for cassado.
A assessoria de imprensa de Marcelo Almeida informou que o deputado aguardará a decisão da Justiça e da Comissão de Ética da Câmara, e cumprirá o que for decidido, sem contestar.


