PT pune com severidade rebeldes do partido
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segunda-feira, 01 de setembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo- A executiva nacional do PT decidiu ontem, por 12 votos a 5, desligar oito deputados de suas funções na bancada da Câmara. A punição, válida por 60 dias, se deve ao fato de terem votado contra a orientação do partido na reforma da Previdência. Além de perderem o direito de voto em reuniões internas, estão proibidos de representar a legenda no Congresso nesse período. Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE), Maria José Conceição Maninha (DF), Mauro Passos (SC), Orlando Fantazzini (SP) e Paulo Rubem Santiago (PE) foram desligados por se absterem nos dois turnos da votação da reforma previdenciária. Walter Pinheiro (BA) se absteve no primeiro turno e votou contra o governo no segundo, mas recebeu a mesma punição.
Os oito deputados, porém, não correm o risco de serem expulsos, como é o caso dos colegas Luciana Genro (RS), João Batista de Araújo (PA), o Babá, e João Fontes (SE) - os três votaram contra a reforma nos dois turnos - e da senadora Heloísa Helena (AL). Os oito deputados têm relação construtiva com o partido, disse o presidente do PT, José Genoino. Já os outros fazem oposição sistemática ao governo e querem criar um novo partido.
Os parlamentares punidos se reúnem hoje em Brasília para decidir o que fazer sobre a suspensão. Uma alternativa é recorrer da pena no diretório nacional. A punição foi considerada exagerada pelos deputados.


