PT provoca disputa entre Alvaro e Requião
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terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Rodrigo Sais 
Curitiba O PT está sendo disputado pelos dois candidatos que lideram, até o momento, as pesquisas de intenção de voto para governador do Paraná. Tanto o PDT do senador Alvaro Dias como o PMDB do senador Roberto Requião buscam aliança com o partido, que comanda as prefeituras de quatro cidades-chaves no mapa eleitoral do Estado: Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Medianeira.
Requião tomou as rédeas das negociações, que ainda são preliminares, ao iniciar conversas com as direções do PT e do PPS. Queremos montar uma coligação entre os partidos de esquerda que fazem oposição ao governo Jaime Lerner, para fechar uma aliança já no primeiro turno. Pelas conversas que tive, creio que isso é possível.
O presidente estadual do PPS, deputado federal Rubens Bueno, vê com bons olhos essa perspectiva. Uma chapa de oposições é um caminho natural, e já estamos trabalhando nisso há bastante tempo, comenta.
A dificuldade para a montagem da chapa está na distribuição de cargos para a eleição majoritária, uma vez que os três partidos pretendem emplacar um candidato a governador. Para o presidente estadual do PT, o vereador londrinense André Vargas, aliança em primeiro turno só será possível se PMDB e PPS desistirem da cabeça da chapa.
Temos bons nomes disputando as prévias do partido, como o dos deputados estaduais Angelo Vanhoni e Irineu Colombo, o deputado federal Padre Roque e a professora universitária Milena Martinez. Podemos estabelecer uma aliança no primeiro turno, se o Requião aceitar sair candidato ao Senado, disse.
Para André Vargas, uma parceria com Alvaro está praticamente descartada. Vamos montar alianças apenas com partidos que realmente sejam de oposição. Apesar do discurso, o PDT sistematicamente vai contra os nossos prefeitos nas cidades do Interior, explica.
Mas Nelton Friedrich, presidente estadual do PDT, disse que não pretende jogar a toalha na briga pelo PT. Buscaremos uma coligação com o PT e o PMDB. A situação do Estado é crítica, e pede uma coalisão de idéias e propostas. Mesmo que não consigamos uma aliança no primeiro turno, tentaremos estabelecer um modo de convivência que permita uma união das oposições no segundo turno. Os contatos com o PT serão intensificados com o retorno de Alvaro Dias, que está em viagem ao exterior.


