PT prorroga prazo para concluir investigação
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Agência Estado São Paulo 
O ex-secretário-geral da direção nacional do PT Gilberto Carvalho assumiu ontem, ao depor na comissão de sindicância do partido, sua responsabilidade de dirigente por não ter concluído formalmente o processo de investigação sobre as denúncias do economista Paulo de Tarso Venceslau em 1995. A atual comissão que investiga as denúncias vai prorrogar seus trabalhos. O novo prazo deve ser definido na reunião de segunda-feira, pois a previsão inicial era concluir a apuração na terça.
Também prestou depoimento ontem o ex-secretário-geral da direção estadual do PT Paulo Frateschi, a quem Paulo de Tarso chamou de boca-de-pau de Paulo Okamoto (ex-presidente estadual do partido) e o acusa de ter pedido a sua demissão da Secretaria de Finanças de São José dos Campos à prefeita Ângela Guadagnin (PT), no final de 1993. Frateschi negou as acusações e disse que vai entrar na Justiça com uma queixa-crime por difamação contra o economista.
Gilberto Carvalho contou ter sido procurado por Paulo de Tarso após sua demissão da prefeitura, viu os documentos que ele tinha sobre a CPEM e depois verificou a situação em São José dos Campos.


