O PT não pretende abdicar da candidatura própria ao governo. Ao contrário do pleito de 1998, quando o partido resolveu apoiar a candidatura de Roberto Requião (PMDB), a cúpula do partido acredita que o crescimento petista nas eleições municipais do ano passado força o lançamento de um candidato próprio no primeiro turno.
‘‘Temos uma boa situação em cidades-pólo em todo o Estado. Cidades como Londrina, Maringá e Ponta Grossa exercem liderança sobre os municípios vizinhos. Em Cascavel e Foz do Iguaçu, onde temos a presidência da Câmara dos Vereadores, também estamos mostrando nosso trabalho. É o momento de mostrar ao Paraná nossa maneira de administração’’, analisa o presidente estadual do partido, André Vargas.
Para Vargas, que também é vereador em Londrina, as possíveis alianças só devem ocorrer no segundo turno. ‘‘Mas temos que ter cuidado para termos uma política de aliança consistente, incluindo apenas partidos de oposição e alguns do centro’’, comenta.
O partido escolherá os nomes que concorrerão ao governo e ao Senado apenas em março. Quatro candidatos disputam as prévias do PT simultaneamente para os dois cargos: os deputados estaduais Angelo Vanhoni e Irineu Colombo, o deputado federal Padre Roque e a professora universitária Milena Martinez.
Vargas não esconde sua preferência por Vanhoni, que teve bom desempenho nas eleições para prefeito em Curitiba. ‘‘Mas minha principal função será aparar as arestas e fazer com que o processo corra com transparência.’’

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