PT procura Hermas e pede apoio à campanha de Lula
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quarta-feira, 16 de agosto de 2006
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Paraná já esteve reunida com cinco dos 11 candidatos ao governo do Estado. A intenção é buscar alianças múltiplas para que os eleitores possam se sentir confiantes na hora de votar para presidente da República independente da escolha que faça para governador. Além de Flávio Arns (PT), nenhum outro candidato manifestou apoio à reeleição de Lula. ''Queremos fazer com que o eleitor fique tranquilo e não ache difícil votar num candidato ao governo e em outro para presidente mesmo que façam parte de coligações ou partidos diferentes'', explicou Jorge Samek, coordenador da campanha de Lula no Paraná.
Esta semana, Samek resolveu aproveitar o impasse dentro do ninho tucano para pedir o apoio do deputado estadual Hermas Brandão (PSDB) ao presidente petista. Brandão, que está magoado com a direção nacional do PSDB e tem propagado que não dará apoio a candidatura de Geraldo Alkmin (PSDB) à presidência da República, não descarta a possibilidade de pedir votos para Lula. Anteontem, ele disse que analisará as propostas de todos os candidatos e fará campanha oficialmente para a candidatura de Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado. ''Vou ouvir propostas'', disse Brandão.
Samek informou que, como governador, Brandão deverá ter pelo menos um encontro com Lula. Será em setembro, quando o presidente virá ao Paraná cumprir agenda de campanha. Caso tenha assumido o cargo antes, Brandão poderá ter um encontro com Lula no dia 24 de agosto, em Foz do Iguaçu. ''Ele (Hermas) disse que terá um relacionamento amistoso e propositivo com o presidente Lula. Disse que tem simpatia e respeito pelo candidato à reeleição. Disse ainda que não tinha compromisso com qualquer candidato à presidência e que queria ouvir nossas propostas. Estão bem otimistas'', ponderou o presidente licenciado da Itaipu Binacional.
Brandão liderava a ala do partido que queria apoiar Requião. Do outro lado estava o deputado estadual Valdir Rossoni, que liderava a ala que queria o partido livre para apoiar outro candidato como Osmar Dias (PDT). ''Deputado não faz campanha para presidenciável. O máximo que consegue é pedir votos para este ou aquele candidato'', desdenhou Rossoni.


