PT pretende atrair 1,5 milhão de filiados
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sexta-feira, 19 de setembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Márcia Cristina Martins votou nulo em 1989 e em Fernando Henrique Cardoso nas duas eleições presidenciais seguintes. Passou a maior parte dos seus 40 anos repetindo o clichê ''político é tudo igual'' e indo à urna ''por obrigação''. Não costuma confrontar socialismo com capitalismo e sempre viu com receio ações partidárias. Há cinco meses - após juntar-se a um movimento por moradia da zona norte de São Paulo e votar pela primeira vez em Luiz Inácio Lula da Silva -, decidiu se filiar ao PT ''por simpatia'' à legenda.
Márcia é um bom exemplo do público alvo que a direção petista quer atingir com sua nova Campanha Nacional de Filiação. Até dezembro, os dirigentes esperam contar com 1,5 milhão de filiados, um exército que transformaria o partido do presidente Lula na mais poderosa força política do País.
A estratégia foi deflagrada pela cúpula do PT após conhecer os resultados de um processo de recadastramento: 495.010 petistas (93.069 no estado de São Paulo) se apresentaram aos diretórios municipais e estaduais para retirar suas carteiras de identificação (R$ 3,50 a unidade). O contingente petista é bem mais expressivo: chega a 867.290 filiados - 372.280 não renovaram suas credenciais, mas mantêm suas fichas de filiação na Justiça eleitoral.
''Tem muita gente querendo entrar no PT'', disse o ex-metalúrgico Luiz Turco, secretário estadual de organização do partido. Um dos motivos da procura incomum, na avaliação de Turco, foi a eleição de Lula.


