PT-PR quer sair da crise com união da militância
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O PT do Paraná decidiu ontem, em reunião da Executiva Estadual, que irá lutar unido com a militância para sair da crise política provocada pelas denúncias que estão sendo veiculadas pela imprensa há quase dois meses. As denúncias culmiram com a saída de José Dirceu do cargo de ministro-chefe da Casa Civil e de José Genoíno, que até este fim-de-semana ocupava a presidência nacional do PT. De acordo com o deputado estadual André Vargas, presidente estadual do partido, o momento é desafiador. ''Vamos superar a crise, separando as verdades das mentiras. Vamos cobrar o máximo de transparência de todas as contas do partido para que não sejam marginalizados por erros de campanha'', afirmou Vargas.
Os petistas decidiram que irão dar mais transparência nos processos internos do partido, fazer levantamentos e divulgar as contas, unir a militância para defender o PT e dar mais um voto de confiança ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. ''Somente desta forma vamos conseguir combater a corrupção crônica. Vamos ainda lutar pela aprovação urgente da reforma política, que irá acalmar a crise'', disse. Vargas negou que haja (ou tenha havido) caixa dois no financiamento de campanhas do PT. O secretário-geral do PT, Cláudio Roque Martins, disse que o PT será reestruturado para que todos os militantes possam ver o partido forte daqui há 75 anos, quando estará completando 100 anos.
''Quem pensa que esse é o fim do PT, está enganado. A militância não esmoreceu'', pontuou ele. ''O PT irá continuar no Paraná a ter comportamento de independência em relação ao governador Roberto Requião (PMDB).'' Entretanto, ninguém sairá do governo. O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, disse que o PT está reagindo de forma adequada para enfrentamento da crise. ''O PT nasceu bonito. Vai continuar assim, mesmo que alguns tenham tentado sujar a nossa história. Vamos pedir cadeia para os culpados pelos erros com o dinheiro público e união para continuar pensando nas mudanças fundamentais que o Brasil e o Paraná precisam'', disse Padre Roque.


