Curitiba - Este final de semana será de decisões importantes para o PT do Paraná e também para o PMDB nacional. Amanhã os petistas decidem em Curitiba quem será o candidato ao Senado pelo partido este ano. Concorrem nas eleições internas a deputada federal Dr Clair Flora Martins e a diretora financeira da Usina Hidrelétrica Itaipu, Gleisi Hoffmann. No mesmo encontro o PT vai oficiliazar a candidatura do senador Flávio Arns ao governo do Paraná. Já o PMDB nacional vai ter prévias internas no domgindo para decidir o candidato à presidência da República. A disputa está entre o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.
O favoritismo na disputa petista é de Gleisi. A diretora, que é mulher do ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT), apóia a manutenção da política econômica e social do governo do presidente Luiz Inácio Lulu da Silva (PT). Já Dr Clair pertence a uma ala mais radical do partido, é defensora de drásticas mudanças na política econômica. ''A população já manifestou a vontade de uma mudança na política econômica. Sem mudanças estruturais não teremos crescimento econômico a altura das possibilidades do País'', afirmou a deputada. Dr Clair acredita também que por já ser uma parlamentar tem mais ''indentidade eleitoral para concorrer com os candidatos dos outros partidos''.
Gleisi afirmou que está otimista. A diretora da Itaipu defende que as políticas adotadas pelo governo federal, em especial as de cunho social, estão ''diminuindo a pobreza e a diferença de renda entre os que ganham mais e os que ganham menos''. Quanto ao apoio do marido, Gleisi acredita que pode tanto ajudar como atrapalhar, já que algumas pessoas podem pensar que ele é o responsável pela candidatura. O Paraná terá direito a uma vaga ao Senado nas próximas eleições já que apenas o mandato do senador Álvaro Dias (PSDB) se encerra este ano.
Pelo menos 300 delegados dos diretórios estadual e municipais devem votar amanhã. Dr Clair reclamou que muitos diretórios estão inandimplentes com o diretório estudual, o que os proíbe de votar conforme o estatuto do partido, e que isso poderia prejudicar a legitimidade do pleito. O presidente do PT-PR, deputado estadual André Vargas, argumentou que as dívidas estão sendo negociadas e que o número de não-vontates não deve ser expressivo.
Entre os diretórios com dívidas estão os de Curitiba e de Londrina. O presidente do PT de Londrina, Antonio Kasprovicz, afirmou que os 20 delegados vão votar porque o débito já foi parcelado e está sendo quitado em dia. Já o presidente do diretório de Curitiba, Adenival Gomes, afirmou que está negociando o pagamento de parcelas atrasadas e que é ''quase certeza'' que os 40 delegados da Capital votem.

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