PT-PR defende candidatura própria
Curitiba - Mesmo que o fim da verticalização se concretize, o presidente do PT no Paraná, deputado estadual André Vargas, garantiu que o partido vai ter candidatura própria. Segundo ele, mesmo com algumas opiniões divergentes dentro do partido não há nenhuma possibilidade de o PT coligar com o PMDB para apoiar a candidatura à reeleição do governador Roberto Requião. ''Há pouco tempo passamos por um processo de eleições internas e o consenso entre todos era o da candidatura própria'', afirmou. Até o momento o nome mais forte do partido para a disputa é do senador Flávio Arns.
''As posições políticas do governador vão contra o nosso programa. E sempre seguimos a orientação nacional para fazer as alianças, que devem ser PSB, PCdoB e PL'', afirmou. Vargas acredita que os petitas que defendem a coligação não devem ir contra a determinação do partido. Entre os membros do PT que defendem a candidatura própria, mas não descartam a possibilidade de uma coligação com o PMDB estão os deputados estaduais Ângelo Vanhonhi, que foi apoiado por Requião quando disputou as eleições para a prefeitura de Curitiba em 2004, e Natálio Stica, que já foi líder do governo na Assembléia Legislativa.
''O PT e o PMDB sempre estiveram juntos. Vejo com bons olhos a possibilidade de coligar, mas a minha posição é a do PT'', afirmou Vanhoni. Stica também defedende canditura própria do partido, porém ressaltou que ''tem que ser consistente.'' ''Não pode ser candidatura por ser.'' Stica salientou também que pode existir sim interesse da executiva nacional em coligar com Requião. ''Temos que ver o aspecto maior que é reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E se acontecer de ter um acerto do Requião e do Lula? O governador está fechando um arco grande de alianças.''
O prefeito de Londrina, Nedson Micheletti (PT), também anunciou ano passado seu desejo de uma coligação para apoiar o governador à reeleição. A reportagem da Folha tentou insistentemente entrar em contato com ele e não obteve sucesso.
A questão da candidatura própria também gera polêmica dentro do PFL, que deve apoiar o senador Osmar Dias (PDT) ao governo. Apesar de o presidente do partido, deputado federal Abelardo Lupion, defender desde o início o apoio ao senador, alguns membros, como o presidente do diretório do partido em Curitiba, vereador Fábio Camargo, demonstram ser contra. O presidente do Instituto Tancredo Neves (ITN), do PFL, e articulador das candidaturas pelo partido, Cassio Taniguchi, também afirmou ser a fovor de um nome próprio, porém não vê esta possibilidade no momento. ''Existe a necessidade de um nome. E não temos. Daí nesse caso é melhor optar pela coligação. Mas se algum companheiro quiser colocar o nome, apoiaremos.'' (A.B.)





