PT pode doar verba para MST
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segunda-feira, 10 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
Arquivo FolhaSimO presidente regional do PT, Jorge Samek, defende uso da verba de assistência social: Se o PT não usar, outros usarãoAs bancadas do PT na Câmara Municipal de Curitiba e na Assembléia Legislativa do Paraná se reúnem amanhã para analisar o pedido de ajuda financeira que os líderes do Movimento dos Sem-Terra no Estado encaminharam na última sexta-feira. O MST alega estar sem recursos para manter a marcha de 200 trabalhadores até Brasília.
Os líderes do MST querem que os três vereadores e os cinco deputados estaduais do PT destinem as verbas de assistência social para o movimento. Cada vereador tem direito a R$ 1,5 mil mensais e os deputados, R$ 2,4 mil. A utilização desses recursos divide os parlamentares petistas.
Na Assembléia, apenas o deputado Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, não utiliza a verba de assistência social. Os outros quatro deputados do PT - Ângelo Vanhoni, Emerson Nerone, Péricles de Mello e Irineu Colombo - já utilizam esses recursos há mais de um ano.
Segundo Jorge Samek, presidente regional do PT, esses recursos são destinados a várias entidades, inclusive o MST. Na maioria dos casos são movimentos sindicais e de resistência, como o MST, que já recebe sua parte e agora está pedindo um pouco mais, afirmou.
Samek é um dos petistas que defende o uso da verba de assistência social. Ele alega que se o PT não usar esses recursos, outros usarão de forma menos transparente.
Na Câmara de Curitiba, nenhum dos três vereadores faz uso dos R$ 1,5 mil disponíveis todo o mês. Não por falta de vontade, mas com medo da repercussão interna no partido. O único contrário ao uso desses recursos é Tadeu Veneri.


