Brasília- A bancada do PT no Senado decidiu, em reunião com o presidente nacional do partido, José Genoíno, não encaminhar ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa um pedido de abertura de processo de cassação do mandato do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) por quebra de decoro parlamentar. ACM é suspeito de ter sido o mandante dos grampos telefônicos pelos quais a Polícia da Bahia gravou de forma irregular as conversas de centenas de cidadãos.
Na reunião, o PT optou por insistir que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado abra investigações preliminares sobre o caso, paralelamente ao inquérito em curso na Polícia Federal (PF). O líder do PT no Senado, Tião Viana (AC), informou que o recurso enviado pelo partido é ''imperativo''. ''O conselho tem o dever de investigar as denúncias imediatamente'', disse ele, para quem um pedido de cassação de ACM sem as investigações preliminares seria ''arbitrário''.

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