São Paulo - O PT entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Ministério Público Eleitoral pedindo a investigação de irregularidades que apontam na prestação de contas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa eleitoral pela presidência da República em 2014. No documento, o PT sustenta que há irregularidades em 78% (2.397) dos recibos eleitorais apresentados pelo partido à Justiça Eleitoral, além do uso de empresas com atuação suspeita e irregularidade na contratação de servidores. Segundo o coordenador jurídico da campanha de Dilma Rousseff, Flávio Caetano, as irregularidades justificam o pedido de investigação e a desaprovação das contas, o que poderia, se confirmado pelo tribunal, deixar o tucano inelegível futuramente.
O PT sustenta que a contabilidade traz lançamentos de receitas não localizadas no extrato bancário, uso indevido de recursos do Fundo Partidário, gastos efetuados antes da abertura de contas bancárias do candidato, despesas não contabilizadas, empresas que existiram apenas no período eleitoral e contratação irregular de funcionários. O partido cita ainda utilização indevida de servidores de ocupantes de cargos públicos no gabinete do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), candidato a vice de Aécio, que trabalharam na campanha presidencial.
As contas do tucano ainda não foram julgadas pelo TSE.

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