PT pede à PF apurar relação do PSBD com quebra de sigilos
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segunda-feira, 06 de setembro de 2010
Denise MadueÀo<BR> Agência Estado 
Brasília - O PT e a campanha da candidata Dilma Rousseff partiram para o contra-ataque ao candidato José Serra (PSDB) no escândalo da quebra de sigilo fiscal de integrantes da cúpula tucana e de Verônica Serra. O presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, pediu formalmente à Polícia Federal que anexe à investigação as notícias publicadas na imprensa dando conta de que a coleta de informações sobre os tucanos teria partido de Minas Gerais, em reportagens do jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Na prática, Dutra está solicitando à PF que apure se o suposto dossiê com dados sigilosos de tucanos obtidos ilegalmente teria sido resultado de um fogo amigo no PSDB, durante o período em que o governador de Minas, Aécio Neves, enfrentava uma disputa interna com Serra em torno da escolha do candidato à Presidência da República. É o que relata uma das reportagens anexadas por ele no pedido à PF.
O dirigente petista negou que esteja fazendo insinuações e acusando indiretamente Aécio Neves de ter interesse e de estar por trás de devassa em dados fiscais de Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, de Ricardo Sérgio e Marin Preciado, cunhado de Serra.
''Nós não vamos fazer qualquer acusação ou ilação com relação aos responsáveis pelos fatos dessa natureza'', disse Dutra. ''Cabe à PF fazer investigação entre um episódio e outro, considerando que há informações de coleta de material jornalístico'', continuou. Uma das reportagens encaminhadas por Dutra à PF, publicada na revista ''Época'' desta semana, relata que Amaury Jr. trabalhava para o jornal ''O Estado de Minas'', onde foi escalado para fazer investigações sobre pessoas ligadas a Serra.
De acordo com a reportagem, o interesse do jornal poderia estar relacionado ao apoio que a empresa deu ao projeto de candidatura presidencial de Aécio, encerrada meses depois. Ainda segundo a reportagem, o jornalista, depois que deixou o jornal, teria manifestado interesse em levar as informações para a campanha de Dilma.
''Todas as matérias dizem respeito às investigações feitas contra pessoas do PSDB'', disse Dutra. O interesse, segundo o dirigente petista, é verificar as relações da investigação jornalística com a quebra de sigilo fiscal. ''Há coleta de informações feita em Minas sobre o PSDB, queremos que investigue que grau de veracidade tem isso e a relação entre os dois casos'', reafirmou.


