O PT, o PDT, o PSB e o PC do B formaram ontem a Frente Parlamentar de Oposição, que pretende unificar o trabalho dos deputados pertencentes aos partidos de esquerda. Com isto, acabou o bloco de oposição, que só não contava com o PSB.
Durante 1997, o bloco lutou contra o governo de Fernando Henrique Cardoso na Câmara, mas não conseguiu vitórias significativas nos dois projetos de reforma constitucional mais importantes votados no período: da Previdência e administrativa.
A Frente de Oposição visa, além de manter a unidade da esquerda na Câmara, a forçar uma composição de todos os partidos em torno de um candidato único a presidente da República, para enfrentar a reeleição de Fernando Henrique. O presidente nacional do PT, José Dirceu, disse que a Frente está aberta também à participação do PSTU, do PV e do PPS, além dos dissidentes do PMDB. O ex-presidente Itamar Franco, derrotado na pretensão de ser candidato do partido a presidente da República na convenção do PMDB do dia 8, deve integrar o movimento.
Outra vantagem da Frente sobre o antigo bloco de oposição é regimental. Quando os partidos formam um bloco, só um dos líderes pode se manifestar, na sessão. A partir de agora, todos os líderes terão direito à palavra. Além do mais, o número de pedidos de Destaque para Votação em Separado (DVS) das esquerdas, que era de três, poderá subir para quatro ou cinco.

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