PT organiza atos em defesa de Lula no Paraná
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sexta-feira, 04 de março de 2016
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Diretórios municipais do PT no Paraná iniciam neste fim de semana série de reuniões em diversas cidades para organizar "uma grande mobilização" contra o que o partido classificou de "golpe contra a democracia". A condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento à Polícia Federal em uma sala do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, acirrou os ânimos da militância, que promete "ir para as ruas", conforme o deputado federal e presidente estadual da legenda, Enio Verri (PT).
Foram realizados encontros ontem em Francisco Beltrão, Maringá e Curitiba. Em Londrina, o diretório realiza hoje, às 9 horas, no Sindicatos dos Bancários, reunião ampliada e extraordinária. Os movimentos sociais ligados ao PT anteciparam para o dia 18 de março um ato que estava marcado para o final do mês. O movimento de mulheres também fará uma manifestação no dia 8. Questionada sobre possíveis conflitos, a senadora Gleisi Hoffman (PT) afirmou que "quem tem que temer conflitos é quem causou tudo isso, a pessoa que coordenou isso é que tem se preocupar muito com a instabilidade política que pode causar a este País", disse ela em referência ao juiz Sérgio Moro.
Verri disse à FOLHA que não se justifica a condução coercitiva de Lula, pois ele sempre esteve à disposição do Ministério Público Federal (MPF). "Está em risco a democracia, porque nós estamos vendo um grande golpe. O que está acontecendo é uma jogada midiática e política. Para que a condução coercitiva do presidente Lula se a oitiva não teve nada a ver com a operação Lava Jato? É um absurdo, perguntaram pra ele sobre os barquinhos no lago do sítio", reagiu Verri.
De acordo com o parlamentar, a ação da Polícia Federal representa um ataque ao projeto político do PT. "Foi um ataque ao que nós representamos, ao projeto político e social que o PT construiu e que a elite nunca aprovou." Segundo ele, "o que querem hoje é evitar o retorno do Lula em 2018. A Lava Jato, definitivamente, saiu do institucional e escolheu o lado político. Tem cara e tem lado; a elite do PSDB". (Com Folhapress)


