Curitiba - A direção estadual do PT, reunida ontem em Curitiba, oficializou os nomes dos três integrantes do partido indicados para fazer parte do secretariado do governo estadual. Caso passem pelo crivo do governador Roberto Requião (PMDB), André Vargas assume a secretaria do Trabalho, Enio Verri fica com a pasta do Planejamento e Valter Bianchini com a Agricultura. Ainda nesta semana, uma comissão petista deve se reunir com Requião para sacramentar a aliança.
Os nomes de Vargas, Verri e Bianchini já vinham sendo citados como certos no secretariado há algumas semanas, quando o PT começou a negociar sua participação no governo. Mas antes de confirmar oficialmente as indicações, os petistas preferiram convocar uma reunião do diretório estadual do partido. ''A decisão final é do governador, mas é importante passar pelo crivo do partido'', afirmou André Vargas, que é o presidente estadual do PT. Segundo ele, a participação petista no governo será relevante, já que assume três secretarias consideradas importantes.
Se realmente for nomeado para a Secretaria do Trabalho, André Vargas, que se elegeu deputado federal, vai abrir uma vaga na Câmara Federal para o suplente Dilto Vitorassi. Também vai se licenciar da presidência estadual do PT. Em seu lugar ficará o vice, Zeno Minuzzo.
Quem também abre espaço para seu suplente é Enio Verri, indicado para o Planejamento. Eleito deputado estadual em outubro, quem assumirá uma cadeira na Assembléia Legislativa é Luiz Goularte Alves, o Professor Luizão. O terceiro petista indicado para integrar o governo, Valter Bianchini, é o único que não possui cargo eletivo. Ele já foi secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Ainda nesta semana, uma comissão petista formada para negociar com o governo do Estado deve se reunir novamente com Roberto Requião para concretizar as nomeações. Para Gleisi Hoffmann, ex-diretora de Itaipu e que faz parte da comissão, a entrada do PT no secretariado não significa que o partido não exigirá uma contrapartida de Requião. ''O PT está disposto a apoiar o governado estadual, mas temos claro que é preciso o apoio do governador ao presidente Lula'', afirmou.

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