PT negocia com PMDB palanques em 2010
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domingo, 22 de março de 2009
Denise Madueño<br> Agência Estado 
Brasília - Na certeza de que não terá o PMDB por inteiro, embora lute pela parceria oficial que vai lhe garantir cerca de cinco minutos a mais na programação eleitoral gratuita, o PT investe na estratégia de fincar estacas nos Estados onde a aliança com a legenda é mais fácil. A antecipação da negociação é para garantir palanques regionais fortes para a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata, Dilma Rousseff. Para construir uma candidatura que terá de enfrentar um adversário de peso - o governador de São Paulo, o tucano José Serra -, o PT poderá abrir mão de disputar governos estaduais e cadeiras no Senado em favor dos acordos com os aliados.
Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, grandes colégios eleitorais, o apoio fundamental do PMDB a Dilma pode custar o sacrifício de petistas hoje considerados competitivos. Esses dois Estados são apontados pelos articuladores do PT como ''potencialmente favoráveis'' a uma aliança, desde que a costura política seja bem feita. Em Minas, o PT tem dois pré-candidatos fortes ao governo - o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel - e o desafio é usar uma vaga no Senado para compor dupla com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato a governador.
Problema semelhante é identificado no Rio. Articuladores de Dilma consideram que o PT não tem força para ganhar a eleição para governo estadual, mas pode atrapalhar a costura política com o PMDB. O apoio do PT à reeleição do governador Sérgio Cabral enfrenta a disposição do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), de concorrer ao cargo.
Em São Paulo, maior problema para o PT, o partido terá a missão dupla de montar um bom palanque para a candidata a presidente e construir uma candidatura forte ao governo.


