São Paulo O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, deputado José Dirceu, negou ontem que o PT e Lula estejam de salto alto à espera da vitória, como acusou anteontem o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
''Não temos e não usamos salto alto. Quem dirige a campanha e o PT sou eu e nós trabalhamos como se estivéssemos perdendo, como se tivesse 60 a 30 (índice de porcentagem nas pesquisas eleitorais) para o adversário. Está proibido discutir nomes, cargos. Está proibido oba-oba e o já ganhou'', afirmou Dirceu, após reunião com membros da coordenação da campanha petista.
Para Dirceu, ''de certa maneira, o Estado está entrando na campanha de Serra''. Ele fez esta avaliação ao comentar a reação do governo às críticas de Lula à política econômica. ''O Lula não subiu o tom. Até o candidato José Serra critica a política econômica do governo e o juro alto. Quem subiu o tom foi o governo, foram o presidente e o ministro da Fazenda. De certa maneira, o Estado está entrando na campanha'', disse.
Segundo Dirceu, ele e o PT não estão preocupados com o pronunciamento que o candidato do PSDB, José Serra, promete fazer amanhã na propaganda eleitoral gratuita. ''Vou ouvir com atenção e com respeito, mas não tenho nenhuma preocupação. Tenho preocupação com o Corinthians que vai jogar no final de semana'', ironizou.

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