PT não consegue evitar sangria
Os dirigentes do PT consideram-se injustiçados pela história, pelos adversários e até pelos aliados. A ala moderada do partido, liderada pelo presidente do PT, José Dirceu, e por Lula, provável candidato ao Planalto, venceu o último encontro nacional petista há duas semanas, mas não conseguiu evitar uma sangria nos seus quadros.
Antes do encontro, já tinham perdido a filiação do governador do Espírito Santo, Vitor Buaiz. Depois, perderam para o PSB os ex-prefeitos Luiza Erundina (São Paulo) e Darci Accorsi (Goiânia). Agora, lutam contra o assédio de Arraes ao governador Cristovam Buarque (DF), a quem acenam com a alternativa de candidatura presidencial, e contra o que chamam de arrogância de Ciro.
Este rapazinho, um cristão-novo na política que nem de esquerda é, serviu à candidatura de Fernando Henrique Cardoso em 1994 e agora quer ser candidato de oposição. Não há frente de oposição sem o PT e uma frente digna deste nome não terá o Ciro como candidato, vaticina José Dirceu.





