Ainda no clima do feriado de 12 de outubro, a campanha petista ontem na TV mudou o tom do material apresentado desde segunda-feira, no qual vinham sendo veiculadas referências à cassação (em junho de 2000) e à prisão (em maio de 2001) de Antonio Belinati (PSL), agora adversário de Nedson Micheleti (PT) nas urnas.
O teor ameno do horário eleitoral do PT, na faixa das 13 horas, foi marcado pela alternância entre as imagens do prefeito no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na véspera, e as do título de ''Prefeito Amigo da Criança'' concedido a ele, em julho passado, pela Fundação Abrinq.
Nesse sentido, Nedson aproveitou depoimentos de pessoas ligadas à Igreja Católica em Londrina e, no restante do programa, se ateve a propostas de lazer voltadas ao público infantil, como a promessa de reforma de quadras e parques da cidade. Também prometeu ampliar o Bolsa Escola. Somente no recado direto ao telespectador o candidato fez um alerta contra a volta de um ''passado de corrupção''.
De alvo a franco-atirador, Belinati destinou a maior parte do tempo rebatendo as críticas dos primeiros programas do PT e chamando Nedson de ''adversário raivoso''. O candidato ainda citou um trecho da Bíblia e pediu que a população saiba ''separar o joio do trigo''. Em outro momento, também usando o expediente das crianças, Belinati pergunta a elas se querem que ''tio Bila'' construa mais casas.
Ontem à tarde, Nedson evitou polemizar o programa do rival, ao avaliar que ''cada um, agora, está procurando a sua forma de divulgar as propostas''. O petista refutou o adjetivo e frisou que é uma pessoa ''até bastante paciente''. ''Ele mostrou o jeito dele, aquilo lá é o Belinati, e duvido que quem o conheça estranhe esse posicionamento dele'', ironizou.
Pelo lado do PSL, o advogado Assad Janani afirmou que a linha adotada nos programas obedece pesquisas de uso interno que ele tem comandado, em cinco regiões da cidade, em relatórios entregues diariamente a Belinati e ao vice, Carlos Bordin (PP).
Questionado se as últimas mudanças não vão contra a promessa de campanha ''sem baixarias'' feita na edição de segunda por Belinati, Assad admitiu que o emprego de termos contra Nedson ''até pode caracterizá-la'', mas que, agora, o mais importante seria mesmo se posicionar. ''Até porque, fomos agredidos primeiro'', resumiu.

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