PT lançará pré-candidatura de Lindbergh Farias ao governo do RJ
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sábado, 18 de janeiro de 2014
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Rio - O PT vai lançar a pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do Estado do Rio com uma grande mobilização da militância em fevereiro, antes de deixar o governo Sérgio Cabral (PMDB). Por determinação do comando nacional petista, o diretório estadual aprovará a entrega dos cargos somente em março, quando Cabral encerrará o segundo mandato e dará lugar ao vice-governador e pré-candidato do PMDB ao Palácio Guanabara, Luiz Fernando Pezão. Segundo o presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, o diretório regional aprovará a resolução com a ressalva de que "a relação do partido com o governo Cabral está politicamente esgotada".
Também será formalizada a decisão de intensificar as negociações com outros partidos para escolha dos candidatos a vice e ao Senado na chapa de Lindbergh. "Não vamos arrumar briga desnecessária com o diretório nacional do partido. Sabemos que o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff é importante. Mas vamos mudar o tom. Para nós, a aliança com o governo Cabral está morta. O defunto vai demorar 40 dias para ser enterrado, é mais sofrimento para a família. Mas vamos tratar da nossa vida, formar nossas alianças, discutir com a sociedade o programa de governo", disse Quaquá.
O PT fluminense briga desde novembro pela saída do governo Cabral, onde ocupa duas secretarias - de Assistência Social e Direitos Humanos e do Ambiente - e cerca de 150 cargos comissionados. No entanto, o desembarque petista tem sido adiado pelo comando nacional da legenda, com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amigo do governador do Rio, Lula argumenta que o rompimento com Cabral, importante aliado de Dilma Rousseff no Estado, pode ser prejudicial para a reeleição da presidente.
A briga entre o PT e o PMDB do Rio se arrasta desde o ano passado. O PMDB ameaça não apoiar a reeleição de Dilma se Lindbergh não desistir da disputa. O PT nacional, embora empurre a saída do governo estadual para o fim da gestão Cabral, garante que a candidatura do senador petista está consolidada. Na semana passada, Quaquá ofereceu ao PMDB a candidatura ao Senado na chapa de Lindbergh. Os peemedebistas recusaram e responderam na mesma moeda: disseram que Cabral estaria disposto a abrir mão da candidatura ao Senado em nome da manutenção da aliança PMDB-PT em apoio a Pezão. "Nós oferecemos o Senado e eles não aceitaram. A patente desta proposta é nossa", reage Quaquá.
O presidente do PT-RJ diz que o vai intensificar o diálogo com os recém fundados SDD e PROS e com PC do B, PDT e PSD. Quaquá promete para fevereiro um grande evento de lançamento da candidatura de Lindbergh. "Vai ser uma agitação, coisa para muita gente. Vamos botar nosso bloco na rua", diz Quaquá.


