O sucesso nas eleições para o governo do Estado em 2002 está diretamente ligado ao bom desempenho do PT nos dez municípios que o partido vai governar a partir de janeiro do próximo ano. Essa é a opinião do presidente estadual do sigla, Márcio Pessati, que esteve ontem em Londrina para a plenária do diretório municipal. O discurso é idêntico ao feito pelo presidente de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com os prefeitos eleitos de todo País na semana passada, em Brasília. Lula está de olho nas eleições presidenciais.
Para Pessati, o PT precisa mostrar união e competência para implantar projetos como a bolsa-escola e o banco do povo, mesmo com todas as dificuldades financeiras que a maioria dos novos prefeitos vão enfrentar. ‘‘Além disso, é preciso que o partido e as administrações tenham uma relação de respeito e co-responsabilidade e também um diálogo aberto com a sociedade. O PT, com sua história de 20 anos, já acumulou experiência em administrações e sabe como superar problemas.’’
No Paraná, a sigla saltou de cinco para dez prefeituras – entre elas, três das quatro maiores cidades do Estado – e aumentou a bancada de vereadores de 96 para 148. ‘‘A responsabilidade aumenta e não podemos decepcionar. Vamos trabalhar na superação de problemas crônicos, como o saneamento das contas públicas e dar transparência nas administrações’’, destacou Pessati.
A plenária de ontem, realizada na sede do Sindicato dos Urbanitários, reuniu cerca de 300 pessoas. Teve por objetivo afinar o discurso de eleitos e filiados, visando o comportamento do partido a partir do ano que vem.
‘‘Com certeza vai ser diferente da época do Cheida (Luiz Eduardo Cheida, prefeito pelo PT no período 93-96, hoje no PMDB). Desta vez, todos os setores do partido estão animados com a vitória do Nedson, animados com as perspectivas e com as políticas públicas que serão implantadas’’, disse Jacks Dias, presidente do diretório municipal.
Para Nedson, a relação do PT com o novo governo será a melhor possível. ‘‘Nem poderia ser diferente. Sou militante do partido e os compromissos, as políticas públicas do PT, são os compromissos que eu assumi durante a campanha.’’ O prefeito eleito acrescentou que não vê motivos para ‘‘rachas’’ internos – como ocorreu na época de Cheida. ‘‘O partido está unido e a militância foi a chave da nossa vitória. Se estivesse dividido, eu não seria prefeito.’’

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