PT insiste em CPI da Telebrás
Enquanto aguarda o desfecho do pedido de responsabilização de FHC, o PT já pavimenta outro caminho, e espera obter apoio popular para pressionar o Congresso a instaurar uma CPI mista para investigar as denúncias sobre o suposto envolvimento do presidente no leilão da Telebrás. De acordo com o presidente nacional do partido, deputado federal José Dirceu (SP), o PT vai iniciar uma agenda de mobilização nas principais cidades a partir da próxima semana.
Não nos resta outro caminho a não ser o da mobilização, afirmou Dirceu. Precisamos organizar a pressão popular, defendeu o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o líder do partido na Câmara, José Genoino (SP), o caminho para a CPI não é o da fórmula burocrática da colheita de assinaturas. Uma CPI desse porte não sai nesse clima frio, mas com sangue quente, que se cria com mobilização, ressaltou.
A reunião do Fórum Nacional de Lutas em Defesa do País, integrado por 80 entidades e partidos de oposição, está marcada para segunda-feira, em São Paulo. Na terça-feira, ao meio-dia, o partido pretende colher assinaturas de populares em Brasília para formar um abaixo-assinado em prol da CPI. Na quarta-feira, haverá uma reunião de partidos de oposição também em Brasília. Paralelamente a essas iniciativas, o PT pretende organizar uma marcha com cem mil pessoas a Brasília, entre de junho e julho.
Outra idéia do partido é a formação de um movimento com intelectuais, autoridades e juristas para influir na conscientização da opinião pública sobre a necessidade de investigações.
Genoino avaliou ontem que os partidos da base de sustentação de FHC estão em guerra. O governo enfraqueceu-se e há uma guerra, com cada um buscando um naco, disse. O País é a vítima, concluiu. Para Dirceu, há uma luta dentro da coalizão que apóia FHC. Isso demonstra a decomposição do governo. As declarações foram feitas depois da reunião da Executiva Nacional do PT, em São Paulo.Arquivo FolhaPovo unidoJosé Dirceu: mobilização nacional vai começar pelas cidades maioresAgência Estado





