Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
Suplicy, Bicudo e Dirceu: diálogo com Ciro Gomes está descartadoO presidente nacional do PT, José Dirceu, defende aliança de seu partido com o PMDB dissidente, que não aceita apoiar a candidatura Fernando Henrique Cardoso. Mas só admite conversar se o candidato do PMDB for o senador Roberto Requião (PR). ‘‘Vamos trabalhar com a cisão do PMDB porque, mesmo que a (tese de apoiar a) reeleição seja aprovada pelo partido, teremos 20 a 30% de dissidentes’’, disse Dirceu, acrescentando que já há uma parceria entre petistas e peemedebistas em Minas Gerais, Sergipe e Paraná. Ele lembrou que o PT apoiou Requião na disputa pelo governo do Paraná. ‘‘Não há razões para não apoiarmos de novo.’
O presidente do PT sustentou que Luiz Inácio Lula da Silva continua ‘‘candidatíssimo’’ à Presidência da República. Segundo ele, o PT, em uma eventual coligação, gostaria de ocupar a cabeça-da-chapa porque ‘‘é o maior partido de oposição’’. Destacou, porém, que nem o PT nem Lula querem impor uma candidatura às esquerdas. Candidato e partido aceitam discutir outro nome para ampliar a frente das esquerdas.
A abertura do PT vale tanto para os dissidentes do PMDB quanto para o PDT do ex-governador Leonel Brizola. ‘‘É um nome excelente para compor a chapa e percorrer o Brasil’’, disse Dirceu.
A boa vontade do presidente do PT não se estende, porém, ao PPS e a seu candidato ao Planalto, Ciro Gomes. José Dirceu retirou ontem a proposta de diálogo que o líder petista na Câmara, José Machado (SP), fizera na véspera. ‘‘Não temos o que conversar com o PPS’’, sentenciou Dirceu, que também se recusa a discutir com Ciro Gomes.
Outros partidos do bloco das esquerdas que também demonstraram interesse em dialogar com o PPS e seu candidato, como o PC do B do deputado Aldo Arantes (GO), nem sequer discutiram a questão. Ficou adiada para hoje a reunião dos líderes PT, PDT, PC do B e PSB.

mockup