PT fecha questão contra mudança na Emater
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terça-feira, 17 de maio de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governo do Estado abrir ontem mais uma crise interna dentro da Assembléia Legislativa. A bancada do PT fechou questão e decidiu votar contra o projeto de lei que prevê a autarquização da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). O projeto foi protocolado com um pedido de urgência feito pelo próprio governo do Estado, que alega que a mudança corrigiria distorções salariais dos funcionários da empresa em relação ao restante dos servidores públicos.
O assunto foi amplamente discutido ontem, na Assembléia Legislativa, durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Serviços Contábeis, Informações, Perícias e Pesquisas do Paraná (Sindaspp), Ivo Petry Sobrinho, a autarquização iria descentralizar as ações da Emater, provocando lentidão nos processos administrativos e redução do poder de negociação salarial com os empregados. ''Não podemos tratar o assunto de forma fútil. Não podemos aceitar inverdades e colocar por terra 49 anos de serviço prestado com transparência, credibilidade e eficiência'', ponderou.
O deputado estadual Tadeu Veneri, líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, pediu uma lista salarial dos funcionários da Emater para comprovar o argumento sobre os salários. Ele teria evidenciado que apenas 16 funcionários ganham os maiores salários (cerca de R$ 13 mil). Os demais (1.226 funcionários) estão com os salários congelados desde 1987 e recebem menos do que o piso da categoria, estimado em R$ 2.160 por oito horas diárias.
''Se alguém recebe R$ 18 mil está em outro lugar e não na Emater. Esta não é uma discussão entre base aliada e oposição. Se o Paraná é hoje um grande Estado, ele deve isso a atual concepção da Emater e as técnicos que fizeram da agropecuária paranaense uma das mais modernas do País'', salientou Veneri. ''Se ele (o projeto) vier para a Assembléia Legislativa, ele não será aprovado com o voto do PT'', garantiu.


