O PT completou ontem 18 anos de fundação no Paraná. O partido evoluiu eleitoralmente de 94 para cá, mas vive hoje uma das maiores crises internas. As diferenças ideológicas entre as facções que integram a sigla se acentuaram nos últimos meses com a tentativa do setor majoritário de aproximar-se do PSDB e PPB, na costura de uma frente de oposição à reeleição do governador Jaime Lerner (PFL).
A ala integrada pelos alinhados mais à esquerda, rechaça qualquer proposta de coligação com siglas historicamente adversárias. Enquanto a ala light não mede esforços para acertar composições. O deputado estadual Ângelo Vanhoni, um dos fundadores do PT no Estado e integrante do grupo moderado, diz que crise não é só interna, mas um ‘‘reflexo’’ de uma crise social mais ampla.
Florisvaldo ‘‘Rosinha’’ Fier, integrante da corrente mais radical do PT no Paraná, acha que o partido perdeu muito da sua identidade, nesse período. ‘‘Não podemos ficar pensando apenas em assumir cargos, deixando de lado questões ideológicas de relevância como a ligação do PT com os movimentos de base e de trabalhadores’’, ressalva. (LD)

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