Arquivo FolhaMicheleti: ‘‘bênção dos líderes’’O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT-PR) deliberou no último sábado ser favorável à aliança da Frente de Esquerdas (PT, PCB, PCdoB e PDT) com o PMDB do Paraná. Este indicativo do diretório petista será avaliado e votado pelos delegados no encontro estadual do PT, que acontece nos dias 20 e 21 de junho. Até este encontro, o partido vai estar envolvido na definição de candidaturas de vice-governador e senador.
O Diretório do PT condiciona o apoio ao PMDB a três pontos: o apoio do PMDB-PR à candidatura Lula-Brizola; participação do PT na elaboração do programa de governo; participação do partido na coordenação de campanha e na chapa majoritária. Tanto o PT como o PMDB já indicaram nomes para compor uma comissão que discutirá o programa comum da Frente de Esquerdas no Paraná. O problema maior agora é definir a participação dos candidatos de cada partido na chapa majoritária (para governador, vice e senador). O nome indicado para concorrer a governador é o do senador Roberto Requião (PMDB). Para as vagas de vice-governador e senador, o PT e o PDT travam uma disputa nos bastidores.
O PDT quer para si a indicação desses dois nomes, que poderiam ser Nelton Friedrich, presidente do partido, e ou do deputado estadual Edgar Bueno. O PT também quer as mesmas vagas com os nomes de Jorge Samek (PT), vereador em Curitiba e ex-presidente do PT, Nedson Micheleti, deputado federal, e o ex-deputado Pedro Tonelli. Os outros partidos que compõem a Frente de Esquerdas vão apresentar apenas candidatos a deputado federal e estadual.
Em SP Dirigentes estaduais dos partidos que comporão a Frente das Esquerdas devem se reunir amanhã em São Paulo com Luiz Inácio Lula da Silva e Leonel Brizola para comunicar a aliança no Paraná. ‘‘Vamos ter a benção dos líderes nacionais’’, brinca o deputado Nedson Micheleti, que, com o caso do Paraná aposta em fortalecimento de Lula e Brizola em outras regiões do País. Micheleti retirou sua pré-candidatura ao governo do Estado, mas mantém seu nome para compor a chapa majoritária.
O deputado federal Paulo Bernardo avalia que, agora, o apoio a Requião tomou a medida acertada. ‘‘Antes uma parcela da direção queria jogar o partido nos braços do Álvaro (ex-governador Álvaro Dias) e outra nos braços de Requião, sem a contrapartida, e agora ela existe’’, analisa, referindo-se à exigência petista de participar da chapa majoritária. ‘‘O partido está fazendo a negociação à altura’’, completa André Vargas, secretário-geral do PT. (José Fernando da Silva e Patrícia Zanin)

mockup