Rio de Janeiro - O PT tentará aprovar a reforma da Previdência no Senado sem alterações em relação ao que foi aprovado na Câmara dos Deputados em dois turnos, mas reconhece que a tributária terá mudanças.
''Defendi que a reforma da Previdência seja aprovada do jeito que está. Já negociamos vários itens na Câmara'', disse o presidente nacional do PT, José Genoino. Com a reforma tributária, é diferente. ''O Senado é a Casa dos Estados. Tem vários ex e futuros governadores lá. É natural que queiram ter uma participação mais ativa na reforma tributária.''. A atuação do Senado nas reformas é fundamental para a rápida promulgação. Se os senadores fizerem alterações, a proposta de emenda constitucional (PEC) volta para tramitar novamente na Câmara. Se não houver modificações, isso não será necessário.
Para o presidente do PT, a votação dos destaques da reforma tributária na Câmara, que deve ocorrer esta semana, será mais fácil do que foi a do texto-base em primeiro turno, na semana passada, quando a emenda passou por 378 votos a favor e 53 contra, com folga de 70 votos acima do mínimo necessário para a aprovação. ''As principais questões da tributária já foram tratadas, não estão nos destaques'', considera.
Também não está preocupado com o segundo turno. ''O segundo turno é relativo. As discussões se dão todas no primeiro'', avalia. ''Quem governa não pode clivar 'oposição' e 'situação' - tem de agregar'', disse o presidente do PT, referindo-se à disposição para conversar com todos. Ele defendeu o estabelecimento de um acordo institucional em torno de uma agenda suprapartidária que incluísse a manutenção da austeridade fiscal, a defesa dos interesses brasileiros nas negociações internacionais e um pacto federativo nacional.
Nesse pacto, entrariam pontos da reforma tributária de interesse comum da União, Estados e municípios e o que Genoino chama de a relação positiva (do governo federal) com Estados e prefeituras. ''Não discriminamos ninguém, nenhum governador ou prefeito, pelo partido.''

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