São Paulo A coordenação do PT deve passar este final de semana reunido para começar a ''peneirar'' a lista com os muitos nomes que foram indicados para compor a futura equipe de transição do eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a ser anunciada na terça-feira.
Um dos coordenadores da campanha eleitoral de Lula que preferiu não ser identificado afirmou ontem que a definição dos nomes será ''tão disputada quanto o vestibular da Fuvest''. Segundo ele, todo mundo quer fazer parte da equipe de transição. Além dos prefeitos, governadores e dirigentes do PT que indicaram nomes, os partidos da coligação e os que declararam apoio a Lula também querem participar da equipe.
Pelos cálculos do petista, a direção do partido já recebeu mais de 500 indicações de nomes para um eventual governo de transição, que, oficialmente, terá 51 cargos remunerados. Ou seja, existem cerca de 10 candidatos para cada cargo da equipe de transição.
''O partido não poderá colocar gente apenas do PT na equipe de transição. Terá de ceder lugar para pessoas dos partidos da coligação e dos que apoiaram a candidatura de Lula. A escolha será difícil'', disse o coordenador da campanha eleitoral de Lula.
A coordenação política da equipe de transição de Lula deverá ficar nas mãos do presidente nacional do PT, José Dirceu, do secretário-geral do partido, Luiz Dulci, e do coordenador do programa de governo de Lula, Antonio Palocci. Estes nomes são dados também como certos na formação do futuro ministério do possível governo petista. Outros nomes citados nos últimos dias como fortes candidatos a serem ministros de Lula são os de Paulo Paim (RS), José Genoíno caso não seja eleito governador em São Paulo e do ex-governador do Distrito Federal, Cristóvão Buarque.

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