Brasília No passado as trajetórias do PT e da ala progressista sempre se confundiram. Nos anos 70, quando Lula ainda era líder sindical e enfrentava as perseguições do regime militar, foram os progressistas que correram para ajudá-lo. Frei Betto chegava a dormir na casa do futuro presidente, para protegê-lo da polícia política. Nos anos 80, quando o PT engatinhava, foi vital o apoio que recebeu das CEBs. Boa parte dos quadros do partido saiu e continua saindo desses grupos, organizados principalmente na periferia das cidades.
Não se deve imaginar, porém, que a convivência será sempre idílica. Boa parte da ala progressista da Igreja comunga as mesmas idéias da ala radical do PT. Não gostou das alianças partidárias no período eleitoral e já vê com desconfiança a política econômica delineada pelo ministro Antônio Palocci. Em disputas internas, o grupo procurará sempre empurrar o governo para a esquerda. (A.E.)