PT e PMDB unem forças para cassar 'infiéis'
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os diretórios do PT e do PMDB de Curitiba estão traçando estratégias conjuntas para tentar fazer com que suplentes de vereadores dos dois partidos assumam cadeiras na Câmara Municipal. Baseando-se no parecer do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considerou que os mandatos no Legislativo pertencem aos partidos e às coligações, as duas legendas devem pedir a vacância dos cargos de seis parlamentares que trocaram de siglas depois de eleitos.
Nas eleições de 2004, PT e PMDB formaram uma coligação em Curitiba com mais três partidos: PTB, PCB e PC do B. A aliança elegeu 12 vereadores. Desses, seis trocaram de legendas depois de eleitos. Três deles eram peemedebistas: Felipe Braga Cortes, atualmente sem partido; Celso Torquato, que foi para o PSDB; e Paulo Salamuni, que se transferiu para o PV. Outros três, eleitos pelo PTB, também trocaram de sigla: Valdenir Dias, que depois de uma passagem pelo PMDB, está sem partido; Custódio da Silva, que foi para o PAN; e José Roberto Sandoval, agora no PSC.
Na hipótese desses veradores perderem os mandatos, assumiriam em seus lugares quatro suplentes do PT e dois do PMDB. Segundo o presidente municipal do PMDB, Doático Santos, na próxima terça haverá uma nova reunião para decidir as medidas que serão tomadas. O mais provável é que os partidos protocolem um pedido para que o presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB), declare vagos os cargos dos seis vereadores.


